Agora é sério: vou construir meu banco de músculos. Ah, vou! 💪🏼

À força do ódio.
Do amor, não é. Pode ter certeza. 💔
Não é o amor que nos arranca da cama antes do sol nascer. É o ódio por nos percebermos vivendo abaixo do que sabemos que somos capazes. (Guarda essa.)

Banco de Músculos: seu mais importante - e mais suado - investimento na vida.

Existe ódio suficiente envolvido nessa equação para eu me tornar uma versão feminina do Arnold Schwarzenegger em O Pump Não Acabou. Hahaha! Imaginou a cena? Pois é. Mas, não. Não sou capaz de tanto. Nem é esse o meu objetivo, por ora.

A ideia aqui é acabar com a procrastinação e levar a sério uma questão de fundamental importância no passar dos anos - porque já sou obrigada, à revelia da minha vontade, a encarar os sinais do tempo em meu corpo cansado.

Pronto, já comecei a dramatizar.

Corpo cansado por falta de preparo, sejamos sinceros!
(Tem uma voz em algum lugar do meu cérebro que soa exatamente assim: tom severo, dedo imaginário em riste, sarcasmo à décima potência. Uma frieza que corta até pensamento.)
Enfim, o que eu queria enfatizar era essa tal dessa força do ódio. E o quanto nós menosprezamos essa potência inata de nosso ser.
Vamos chamar de raiva, que fica mais suave - parece.
Pois a raiva é a única emoção que exige que você faça alguma coisa. Portanto, um baita combustível.

Mas há uma diferença brutal entre se deixar dominar por uma emoção e usá-la como combustível. A raiva, essa fúria acesa, quando bem dirigida (por você, o dono e proprietário da emoção), constrói impérios. Ela não destrói nada. Vai anotando.

A fúria, que nasce com a raiva, é um estopim de transformação. Ela tira você da letargia, arranca o seu corpo do sofá e joga sua calma contra a parede até você tomar uma atitude.

O que move um ser humano não é a esperança. É o limite.
É quando você não aguenta mais olhar para si mesmo do jeito que está. É quando você decide, de mandíbula travada, que nunca mais vai se ver daquele jeito.

Aí está o ponto que cheguei: a fúria contra tudo que me separa do objetivo de ser uma mulher forte, saudável, com autonomia mantida por muitos e muitos anos e, obviamente, ficar mais bonita pelada. Ótimo. Decidi. E confissões à parte, o assunto é sério.

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🧤 Infraestrutura de guerra: luvinhas e garrafinha

O starter pack da guerreira de academia 🦸🏼‍♀️

Decisão tomada, precisei de preparo: comprei aquelas luvas de musculação.

Uma versão feminina - de quem quer que seja - não sai por aí desfilando calos nas mãos. Se for eu, então, de jeito nenhum!

Uhh! Mas foi quase como se tivesse cometido um crime.

Imensa decepção do meu treinador, que torceu o nariz quando me viu colocando as belezuras:

— Ah! Você também com essas frescuras?!

Isso porque ele nem reparou na minha nova garrafinha de água, o fastígio da ostentação do treino amador: enorme, térmica, brilhante e linda, cor de baunilha — e inquebrável.

Um desafio frontal aos ninjas invisíveis que derrubam garrafas enquanto a gente tenta não se estraçalhar nos equipamentos de força.

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🐱👤 Ninjas Invisíveis, cabos soltos e algum sufoco

Desconfio que esses mesmos ninjas, às vezes, soltam os cabos de aço dos aparelhos, só pra curtir o estrondo dos pesos caindo e o pânico que se segue.
Profusão de rostos se virando, exclamações de todos os tipos e copos de água com açúcar trazidos em socorro.

Meu irmão mais novo já foi vítima! Mas essa história é longa, e eu prometo voltar nela outro dia.

De volta ao foco: Não é uma infraestrutura esplendorosa?
Garrafa térmica inquebrável e luvas de musculação.
Estou bem armada e preparada para a luta. Mãos aos halteres!

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🔥 Treinar com ódio, vaidade acesa, ou qualquer recurso disponível

Em minha defesa, a garrafa é linda e foi presente da sogrinha. Ou seja: tem que usar. Tem que incorporar. Fim de papo.

As luvas possibilitam que as mãos e a vaidade feminina (só posso falar por mim) permaneçam intactas, apesar da fúria aplicada no processo.

Falta só a compreensão dos mestres – aqueles que ensinam, corrigem e oferecem água com açúcar nos momentos críticos – mas ainda não captaram as conveniências das luvinhas.

Oras! Com luvas e garrafa térmica, fazemos treinos de força muito mais intensos e, portanto, muito mais proveitosos.

Não era essa a ideia?
Todo o propósito da coisa em si?

Reconheçam, mestres! Reconheçam!

📣 “Atenção, todos os mestres! Todos aqueles que se chamam Williams, Brunos, Daianes e Letícias!”

As luvinhas vieram para ficar!

- Senso Comum da Vaidade Feminina

Ontem mesmo, graças às luvinhas, fiz um treino magnífico!
Magnífico para os meus parâmetros, claro.
Se comentar com o meu treinador, ele vai achar que é piada. Das ruins. 😅

A questão é que caprichei - de verdade! - na carga e na execução. E, para minha genuína surpresa, alguma coisa dentro de mim pareceu gostar daquela sensação. (Seria o ‘Pump do Schwarzenegger’?)

Então, o corpo, no dia seguinte, queria experimentar aquela fúria de novo. E, de novo. Retroalimentação do ódio como elemento bom. Rá!

Eu sei, é bem presumível que ninguém tenha interesse no treino alheio – no meu, pelo menos –, mas escrevo para você porque sei que pode ajudar.

Ou você exige o máximo da sua capacidade na carga, mantendo a execução impecável - chegando próximo da falha, mas sem compensar esforço; ou estará jogando tempo e esforço fora.

Resultados pífios, frustração, retroalimentação do ódio como elemento ruim.

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🧱 A grande verdade nua, crua e pesadona

Infelizmente, pode ser que esta carta quebre uma ilusão reconfortante da sua zona de conforto, como quem esmaga uma porcelana delicada.

A verdade até pode assombrar, mas também liberta e garante constância.

Entender a relevância de um banco de músculos foi o que me convenceu, não sem litros de ódio destilado, a treinar de verdade.

Treinar de verdade é muito mais do que sair descabelada e suada da academia (ainda que esses dois elementos pareçam inevitáveis. Para mim, é regra irrevogável).

Mas treinar de verdade significa fazer força, mesmo.
Força intensa.
Sofrida.
Custosa e descabelante.

Porque os músculos só crescem pela necessidade — a necessidade de dar conta de mais carga. O ciclo é interminável, ad aeternum.

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🙉Não adianta espernear. Digo por experiência.

Pra você ter uma ideia do meu passado de objeção ao treino, saiba que eu costumava faltar a 90% das sessões.
Sem nenhum remorso.
E com um plano anual pago adiantado – como se o simples fato de pagar o plano já me garantisse algum benefício.
Ou - a máxima autossabotagem - como se toda e qualquer demanda do meu dia fosse mais importante do que construir uma reserva funcional de músculos.
E não é. Definitivamente, não é.

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🚫 Não tem delivery de músculo. Treinar força é indispensável

Primeiro, porque não dá pra terceirizar força física.
A gente tem que fazer por conta, a duras penas, com o nosso próprio corpo.
No próprio tempo.
Com garrafa, luvinha, litros de fúria, ódio destilado e tudo o mais que for preciso.

Segundo, porque não existe nenhuma outra intervenção tão eficaz para combater o envelhecimento.
Nada. Zerinho.
Nada se compara a um bom banco de músculos. É sério: nada.
Pode espernear (quem nunca?).

Mais pra frente eu escrevo sobre os detalhes científicos e os argumentos médicos (já aviso que são convincentes, incômodos e nada glamourosos).
Por ora, deixo essa semente:

Seu corpo é sua casa, sua responsabilidade, seu único meio de transporte nessa vida.
Ele precisa ser forte o suficiente pra te sustentar, dignamente, até o seu último dia.

Não tem panos quentes, não tem carta escondida na manga, não tem escapatória.
É na força, mesmo.
A notícia boa é que você aprende a fazer dar certo.

Vai na fúria! Vai nela! Use a sua raiva para mover sua vontade.
Testosterona poética.
Sentir raiva não é errado.
Sentir raiva não é feio.
A raiva é simplesmente uma emoção. Quando reprimida, pode causar envenenamento. Quando entendida e canalizada, fortalece qualquer decisão.

A raiva é o grito de que ainda há dignidade em você.
De que ainda há essa parte sua que não admite ser coadjuvante da própria vida.
Levante-se, faça força e lute contra sua versão apática, submissa e fraquinha.
Eu consigo - você consegue.

Não tem poesia que substitua isso.

Com minhas melhores intenções,

Lucia Helena

🥂 Seguimos – com fúria lúcida e música no talo!

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🥤Doses Extras da Semana:

  • 🎧 Extradose Musical: Believer – Imagine Dragons
    “My life, my love, my drive, it came from… pain!”

    Treinar com essa música é como subir no ringue contra a própria desistência.
    Cada batida expulsa mais fúria.
    Cada verso pesa mais que o halter.


    Não é só força física — é fazer das dores combustível.


    Hino de superação bruta com batida de revanche emocional.
    Recomendada para quem levanta peso, levanta da cama ou levanta da queda.

  • 🎬 Extradose Assistida: Physical – Apple TV+

    Collants colados.
    Sorriso plastificado.
    Suor escondendo dor.

    Sheila Rubin é dona de uma voz interna cruel — mas também de uma força que vai ganhando corpo.

    No embalo dos anos 80, ela transforma a vaidade em estratégia e a raiva em potência.

    É sobre controle.
    Sobre ambição.
    E sobre o músculo que ninguém vê: o da reconstrução.

    Recomendado para quem já tentou silenciar a própria fúria… e decidiu dançar com ela.

  • 📚 Extradose Literária: Phenomenal Woman – Maya Angelou | Mulher Fenomenal
    “It’s in the reach of my arms | (Está no alcance dos meus braços)
    The span of my hips | (Na extensão dos meus quadris)
    The stride of my step | (No balanço do meu passo)
    The curl of my lips.” | (Na curva dos meus lábios)

    Não é só um poema — é uma postura de força. (Tipo aquelas da Amy Cuddy)

    É autoestima que levanta peso sem pedir licença.
    É fúria que surge com elegância feroz.
    Clássico que olha você do espelho e diz:
    Você é fenomenal — e isso não é vaidade, é existência.

  • 💭 Extradose Filosófica: “Entre o amor e o ódio, que vença aquele que nos fizer levantar da cadeira e ir treinar.” 😁

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Obrigada por estar aqui.
E que não nos falte: garrafinha cheia, fúria entusiasmada, músculo construído — e brinde no final. 🥂

Te espero no próximo domingo.

🤜🏼🤛🏼💌

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