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Escolha um hábito do seu dia. Um só, e pequeno. O caminho, o café, a série, a forma de abrir o celular de manhã.
Hoje, faça esse hábito de novo, uma vez, como se fosse a primeira.
Devagar. Prestando atenção. Como quem experimenta.
Se é o café, prove como se nunca tivesse provado. Se é o caminho, repare nas ruas como se tivesse acabado de se mudar. Se é a série, assista ao episódio perguntando se está gostando, e não apenas seguindo.
Depois, faça a pergunta que o hábito evita:
«Se eu começasse hoje, escolheria?»
Três respostas são possíveis.
Sim. Ótimo. Agora o hábito é seu de novo, escolhido e não só mantido. Ele continua igual, mas passou por você.
Não. Também ótimo. Você acabou de descobrir uma decisão que estava sendo tomada no seu nome sem a sua presença. Mude o que der, quando der.
Não sei. Talvez a resposta mais honesta. Deixe a pergunta aberta por uma semana e repita o exercício.
O objetivo não é revisar a vida inteira. É abrir, de vez em quando, uma janela numa casa que ficou muito tempo fechada.
Amanhã, quando sair de casa, pare um segundo antes de virar.
Direita ou esquerda?
Tanto faz.
Desde que seja você quem escolha.
Taças erguidas, brinde feito. Seguimos!
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